domingo, 23 de novembro de 2008

O Boi Velho e o Hábito Saudável da Leitura



Quasímodo e Juca pretendiam, nesta edição, publicar a quatro mãos e a título de apreciação, uma história numa série de três ou quatro capítulos, sobre os balseiros do rio Uruguai.

Seria um teste da aceitação (ou não) desse formato, antes de lançarem-se a uma empreitada maior, que já está em adiantada fase, sobre as Reduções Jesuíticas.

Alguns problemas de ordem legal os impediram, temporariamente. Coisas a ver com direitos autorais e de pessoas, ainda vivas, de quem são necessários ter os seus consentimentos para citá-las e os seus testemunhos. Esperam eles superar esses pequenos entraves em breve, tudo de forma a passar as informações o mais próximo possível da verdade histórica, sem prejudicar pessoas ou ferir a Lei.

A partir desta edição, a Torre dará forma visual a uma pessoa que tem colaborado semanalmente e convergente com o cariz do blog. Trata-se de “Krika – A Professora” que juntamente com Juca Melena frequentará livremente os corredores da Torre e as pautas das Letras. Sua imagem-marca aparecerá sempre que o assunto se refira à educação.

Boa leitura.
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O BOI VELHO


Cuê-pucha!… é bicho mau, o homem!

Conte vancê as maldades que nós fazemos e diga se não é mesmo!... Olhe, nunca me esqueço dum caso que vi e que me ficou cá na lembrança, e ficará té eu morrer… como unheiro em lombo de matungo de mulher.

Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo!

Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças.Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar, branca, e uma risca na papada.

Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois, havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse.

Assim correram os anos, sempre nesse mesmo serviço.

Quando entrava o inverno eles eram soltos para o campo, e ganhavam num rincão mui abrigado, que havia por detrás das casas. Às vezes, um que outro dia de sol mais quente, eles apareciam ali por perto, como indagando se havia calor bastante para a gente banhar-se. E mal que os miúdos davam com eles, saíam a correr e a gritar, numa algazarra de festa para os bichos.

- Olha o Dourado! Olha o Cabiúna! Oôch!... oôch!…

E algum daqueles traquinas sempre desencovava uma espiga de milho, um pedaço de abóbora, que os bois tomavam, arreganhando a beiçola lustrosa de baba, e punham-se a mascar, mui pachorrentos, ali à vista da gurizada risonha.Pois veja vancê... Com o andar do tempo aquelas crianças se tornaram moças e homens feitos, foram-se casando e tendo família, e como quera, pode-se dizer que houve sempre senhoras-donas e gente miúda para os bois velhos levarem ao banho do arroio, no carretão.

Um dia, no fim do verão, o Dourado amanheceu morto, mui inchado e duro: tinha sido picado de cobra.Ficou pois solito, o Cabiúna; como era mui companheiro do outro, ali por perto dele andou uns dias pastando, deitando-se, remoendo. Às vezes esticava a cabeça para o morto e soltava um mugido... Cá pra mim o boi velho - uê! tinha caraca grossa nas aspas! - o boi velho berrava de saudades do companheiro e chamava-o, como no outro tempo, para pastarem juntos, para beberem juntos, para juntos puxarem o carretão...

- Que vancê pensa!… os animais se entendem... eles trocam língua!...

Quando o Cabiúna se chegava mui perto do outro e farejava o cheiro mim, os urubus abriam-se, num trotão, lambuzados de sangue podre, às vezes meio engasgados, vomitando pedaços de carniça...

Bichos malditos, estes encarvoados!...

Pois, como ficou solito o Cabiúna, tiveram que ver outra junta para o carretão e o boi velho por ali foi ficando. Porém começou a emagrecer... e tal e qual como uma pessoa penarosa, que gosta de estar sozinha, assim o carreteiro ganhou o mato, quem sabe, de penaroso. também...

Um dia de sol quente ele apareceu no terreiro.

Foi um alvoroto da miuçalha.

- Olha o Cabiúna! O Cabiúna! Oôch! Cabiúna! oôch!...

E vieram à porta as senhoras-donas, já casadas e mães de filhos, e que quando eram crianças tantas vezes foram levadas pelo Cabiúna; vieram os moços, já homens, e todos disseram:

- Olha o Cabiúna! Oôch! Oôch!...

Então, um notou a magreza do boi; outro achou que sim; outro disse que ele não agüentava o primeiro minuano de maio; e conversa vai, conversa vem, o primeiro, que era mui golpeado, achou que era melhor matar-se aquele boi, que tinha caraca grossa nas aspas, que não engordava mais e que iria morrer atolado no fundo dalguma sanga e... lá se ia então um prejuízo certo, no couro perdido...

E já gritaram a um peão, que trouxesse o laço; e veio. A mão no mais o sujeito passou uma volta de meia-cara; o boi cabresteou, como um cachorro...

Pertinho estava o carretão, antigão, já meio desconjuntado, com o cabeçalho no ar, descansando sobre o muchacho.

O peão puxou da faca e dum golpe enterrou-a até o cabo, no sangradouro do boi manso; quando retirou a mão, já veio nela a golfada espumenta do sangue do coração...

.Houve um silenciozito em toda aquela gente.

O boi velho sentindo-se ferido, doendo o talho, quem sabe se entendeu que aquilo seria um castigo, algum pregaço de picana, mal dado, por não estar ainda arrumado... - pois vancê creia! -: soprando o sangue em borbotões, já meio roncando na respiração, meio cambaleando o boi velho deu uns passos mais, encostou o corpo ao comprido no cabeçalho do carretão, e meteu a cabeça, certinho, no lugar da canga, entre os dois canzis... e ficou arrumado, esperando que o peão fechasse a brocha e lhe passasse a regeira na orelha branca...

E ajoelhou… e caiu… e morreu...

Os cuscos pegaram a lamber o sangue, por cima dos capins… um alçou a perna e verteu em cima... e enquanto o peão chairava a faca para carnear, um gurizinho, gordote, claro, de cabelos cacheados, que estava comendo uma munhata, chegou-se para o boi morto e meteu-lhe a fatia na boca, batia-lhe na aspa e dizia-lhe na sua língua de trapos:

- Tome, tabiúna! Nó té... Nô fá bila, tabiúna!...

E ria-se o inocente, para os grandes, que estavam por ali, calados, os diabos, cá pra mim, com remorsos por aquela judiaria com o boi velho, que os havia carregado a todos, tantas vezes, para a alegria do banho e das guabirobas, dos araçás, das pitangas, dos guabijus!…

- Veja vancê, que desgraçados; tão ricos… e por um mixe couro do boi velho!...

- Cuê-pucha!…é mesmo bicho mau, o homem!

Mais um conto de João Simões Lopes Neto extraído do livro Contos Gauchescos publicado em 1912.

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O HÁBITO SAUDÁVEL DA LEITURA

“...Estimular a leitura pelo prazer literário, ou seja, permitir que o aluno jogue, fabule, imagine, invente, desenhe, represente, cante. Tudo isso é da mesma natureza que o prazer pela leitura.”
Joel Rufino Santos - Nova Escola - 04/2008

RESENHAS

Como atividade de avaliação, a resenha apresenta-se de forma satisfatória e prazerosa, pois cumpre seu papel para ambos: professor e aluno.

Os alunos que levam um livro para ler em casa e que desejam ganhar um prêmio das promoções ou concursos entregam suas resenhas na Oficina.

Por ser uma atividade livre, como incentivo, e para que haja grande participação, eu ofereço brindes ou prêmios.

Os alunos pegam os cupons na caixinha, levam junto com o livro escolhido, preenchem após a leitura e aguardam o resultado.

Como introduzir a resenha:

Tenho dois modelos de resenhas. No início não falo que se trata de resenha, pois este termo ainda é desconhecido para eles.

Apresento modelos de resenhas como leituras e explico seu significado.

No início do ano eu coloco no cupom:
“Eu gostei da história que li porque, ou não gostei porque...”

Quando já estão cientes que se trata de “uma propaganda do livro lido”, eu coloco a palavra RESENHA no cupom, retirando a frase inicial.

Na medida em que se familiarizam com o exercício, aumento as dificuldades, exigindo uma produção do texto melhor, mais qualidade no vocabulário, mais capricho, afinal, estão “apreciando” uma obra lida e sugerindo sua leitura para colegas.


Promoções:

“Troque sua resenha por uma folha decorada.”
“Troque sua resenha por um material escolar.”
Após a correção das resenhas, eles escolhem a troca.

Concursos:

“Oficina dá prêmios para você.”
Realizados periodicamente, ofereço um prêmio, como dinossauros (revistas Recreio), chocolates, enfeites, cadernos decorados, canetas, etc.

Estes prêmios são doados por amigos, comprados em lojas de 1,99 ou ofertas que acompanham revistas, etc.

Estas resenhas são mais específicas, acompanhando o tema das leituras do mês. Ou seja, se o tema é aventura, lerão e farão as resenhas do tema.

Se um determinado material de leitura está sendo “esquecido”, eu faço alguma promoção dando prioridade para aquele material. As revistas Ciência Hoje é um exemplo.

Conhecem o ditado: “A propaganda é a alma do negócio?”

Pois é assim que funciona.

Bastou colocá-las em evidência, orientando-os através das leituras de como se lê um periódico, observando desde a capa, índice, assuntos, etc.

Livros didáticos trazem sugestões da prática destas leituras.

Reservo aulas para esta atividade. Eles aprendem individualmente a manusear as revistas.
Lembrem-se, meu trabalho é de “formiguinha”. Exige paciência e perseverança.

A Oficina oferece além de livros e revistas, leituras recortadas, fotocopiadas, retiradas da internet, de livros didáticos,revistas como Nova Escola, Recreio entre outras.

Uma nova experiência que fez sucesso entre as meninas foram os contos da escritora Thalita Rebouças. Ela escreve uma coluna na revista Atrevida. Acesso a revista pela internet e copio os contos. Aproveito também dicas de beleza, comportamento, moda.

O concurso “Fala Sério” revelou a criatividade das alunas.

A proposta era ler e fazer uma apreciação. O prêmio foi um kit bijuterias. Escolhi duas vencedoras, depois de, inclusive, solicitar ajuda a algumas colegas para o desempate, que não ocorreu, pois as duas corresponderam bem as expectativas. Conclusão: dividi o prêmio entre elas...

Produção de textos:

Alguns concursos são oferecidos para que escrevam livremente sobre um tema. Foi o que ocorreu no tema Folclore, no mês de agosto. O aluno vencedor, motivado pelas Olimpíadas, colocou o Saci no avião rumo á China. A proposta foi escrever uma história engraçada com este personagem.

No final desta postagem estão reproduzidas as produções destes vencedores.

Apresentação:

Como são curiosos, o painel é um momento excelente de estímulo. Existe uma satisfação de mostrarem suas resenhas, claro, além de ganharem um brinde ainda estão indicando aquelas leituras para os colegas.

Após a correção, escolho as mais significativas para colocar no painel.

Esta é uma oportunidade também para os alunos que apresentam dificuldades ao escrever e para os que lêem bem, que não gostam de escrever. Ofereço livros mais fáceis de interpretação. Oriento na elaboração, inclusive pedindo para passarem a limpo. Com o decorrer deste exercício, eles vão adquirindo confiança, gosto pela leitura, chegando aos livros mais adequados para sua idade.

Na medida em que eles me entregam outras, vou substituindo-as no painel, apresentando assim, novidades produzidas por eles.

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VENCEDOR DO CONCURSO SACI

Miguel - 6º ANO 12 SACI NAS OLIMPÍADAS

Saci fez a maior bagunça no avião indo para a China.

Você deve estar perguntando:- O que o Saci está fazendo num avião?

Ele está indo para a China...

Você dever estar perguntando:- O que ele vai fazer na China?

Ele vai participar da Olimpíada.

Ele está meio indeciso em qual esporte vai participar. Pensando, ele disse:
- No boxe eu não quero, eu já estou com as duas mãos furadas, eu não quero voltar para o Brasil mais furado ainda... No hipismo também não vai dar certo. Os cavalos já conhecem minha fama de dar nó nas crinas...

Enquanto ele pensava, o piloto do avião cansado de suas badernas como: dar nó nos cabelos dos passageiros, fazer desaparecer suas malas e usar seu rodamoinho de vento para derrubar a água da privada do banheiro...

Então, ele resolveu jogar o Saci fora do avião pela janela.

Quando o Saci foi se tocar, já estava em cima do Ninho do Pássaro.

E foi aí, que ele decidiu participar do salto com vara.

E foi assim, que o Brasil ganhou ouro nas olimpíadas de 2008!
-0-

VENCEDORAS DO KIT BIJUTERIAS:
ALUNAS DO 6º ANO “ Fala Sério!!

Pãmela , da sala 12 ,escreveu :

Já vi que Malu não tem sorte mesmo, hem?

Um dia, pegar logo seis espinhas. Fala sério, né?

Mas, fazer o quê? Isso acontece com todo mundo.

Mas acho que Malu gostou de ter espinhas. Pelo menos ficou do lado do seu amor, conversando
sobre espinhas e nem viu passar a hora, dentro do ônibus...

Isso que é amor... De espinhas!

E é por isso que Malu fala:

VIVA AS ESPINHAS!

Patrícia Pires, da sala 11, escreveu:

Hi! Sujou! Nasceram muitas espinhas no rosto de Malu, que pediu muitas opiniões às amigas.

E coitada, levou tanto “você está feia!” na cara. Quem mandou pedir opiniões?

Malu ligou para Cecília marcando uma limpeza de pele, ficou com medo, mas o que ia fazer, né?

Passou muita dor, mas para ficar bonita o que a gente não faz?

Saiu de lá toda vermelha, mas para alegrar, ganhou um elogio, depois daquilo ela até esqueceu das espinhas!


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12 comentários:

Kokada disse...

Fantástico! Como é belo o trabalho desta professora! Sem palavras...

Milly disse...

Adorei!!
Tenho aqui em casa uma bela escritora,de 13 anos!
Hoje,ela escreveu uma carta pra um escritor famoso...falando sobre seus livros,qto gostava de sua linguagem e blá-blá-blá...rs
Fiquei assim,assim qdo li!
Pq batalhei pra ela ter apego à leitura...espalhei revistas e livros entre suas bonecas...deixei canetinhas jogadas de forma displicente entre suas roupas...
Colho os frutos do que plantei...e meu orgulho só não é maior que o dom que ela tem...rss
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Belo trabalho!
Beijos!!
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Quasímodo disse...

Kokada; Sei que também desenvolves um trabalho semelhante. Insisto na necessidade de unificação desses esforços. Teu espaço, recentemente inaugurado, é um passo importante. Vá em frente. Estou à tua disposição para ajudar no que me for possível.

Milly. Parabéns pela tua inciativa e incentivo à tua pequena escritora de 13 anos.

Aguardo um texto dela para publicação na Torre. Peça a ela para enviar-me por e-mail.

Um abraço às duas.

krika disse...

Milly ,que belo incentivo deu a sua pequena autora....é disso que falo, do estímulo....e que idéia super colocar as canatinahs entre as bonecas.Tenha orgulho e como!
Parabéns.

krika disse...

Descuple-me..na euforia digitei errado: canetinhas

Milly disse...

Sério?
Sobre o texto?
Vou falar com ela..mas,já antecipo...ela é mais tímida que a mãe...rss
Mesmo assim,agradeço...rs
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Beijos!!
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Milly disse...

Krika,foi a forma que encontrei pra que ela tomasse gosto pela leitura..
Sei que é hábito...como fé...rs
Então,fiz a minha parte!
Hoje,ela devora livros!!
E não tem problemas com o nosso português!
Pq quem lê,escreve bem...o cérebro memoriza as palavras...é fato!
Beijos!!
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Quasímodo disse...

Milly, ela pode mandar-me com um pseudônimo, bem bonito e inventivo. Preservarei a sua identidade.
Mas não à force a mandar-me nada, e nem que ela tenha como obrigação. Deixe fluir livremente. Meu único objetivo é o de valorizar e incentivar, não só a ela, mas a outras pessoas, com seu exemplo.
As portas da Torre estarão abertas sempre, não só a ela, mas também a ti.

Abraços.

Prima disse...

Fez-me lembrar, do tempo que trabalhei num projeto com a camada social menos privilegiada e que montava com as crianças livrinhos de estórias. Elas criavam as estórias e ilustravam com desenhos, depois era grampeado e estava feito o livro.
Talvez por esse meu jeito de ser, de explorar e de preferir despertar a criatividade e não dar a coisa pronta.
Beijo!


Imaginando, se a filha da Milly é tão tímida quanto à mãe, deve falar pouco também... rsss

Quasímodo disse...

Sim, Prima;
Deve ser tão calada, quanto. rsss...

Beijo.

krika disse...

Prazer de vê-la aqui no blog,Prima...
Concordo plenamente...nada de levar tudo pronto para os alunos....
beijos

retalhos disse...

Retalhos, te segue, te le, te absorve.
Também admira trabalho da professora KRIKA ( a conheci , em alguns momentos em sala ), implicava com minha forma de falar. Nem por isso deixa de ser admirada.
Parabéns, isse é um canto de se muito admirar.
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Pós.....sempre leio, não deixo impressões, por não tê-las à Altura.
Essea canto , apenas enriquece e enobrece a luta dos professores, clsse , tão desprestigiada.
Meu carinho à ambos.

 
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