domingo, 3 de abril de 2011

Visões da Torre

Luneta usada por Galileu Galilei por volta de
1609 e 1610
Um breve relato à respeito do que se avista da Torre ao redor do mundo e que considero importante compartilhar:

O MIL – Movimento Internacional Lusófono – em que pese algumas discordâncias minhas à respeito de seus encaminhamentos, a meu ver excessivamente centrados num Portugal como metrópole indiscutível, continua sendo o mais sério esforço para a construção de uma comunidade lusófona integrada, solidária; política, econômica e culturalmente falando.
A revista Nova Águia, porta-voz do MIL, já está na sua sétima publicação semestral. Trás como tema central Fernando Pessoa – Minha Pátria é a Língua Portuguesa – Nos 15 anos da CPLP. No seu Editorial pode-se antecipar um pouco da abordagem proposta:

“Não existe – porventura nunca existirá – uma grelha analítica que dê conta da totalidade da obra de Fernando Pessoa, o maior enigma da história da cultura portuguesa do século XX. Consciente desta intrínseca impossibilidade, Nova Águia não podia, no entanto, deixar de dar um contributo para um melhor esclarecimento da obra do autor maior da cidade de Lisboa e da língua portuguesa na primeira metade do século XX. Obedecendo aos quesitos teóricos da revista refundada por Teixeira de Pascoaes, desejámos voluntariamente que o contributo do nº 7 da Nova Águia não partisse de leituras vanguardistas, que ligam legitimamente Pessoa ao modernismo português, mas, diferentemente, de leituras vinculadoras da sua obra aos veios nervosos da cultura portuguesa, toda a cultura portuguesa, sem preconceitos nem limites.”

O endereço do blog da revista é: http://novaaguia.blogspot.com/ e assinaturas podem ser feitas através de: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

No Brasil a revista pode ser encontrada no Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; na Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).

Outro espaço interessante para quem se interessa por história, é o “Café História” que conforme o próprio site diz, é uma rede social baseada no modelo de web colaborativa voltada para estudantes, professores, pesquisadores ou simples apaixonados por história. É um espaço para se ler notícias, publicar textos, acessar vídeos, participar de debates, trocar idéias, conhecimentos e informações.

O objetivo é oferecer o melhor espaço possível para o estudo e a divulgação da história e também de temas educacionais.

Seu endereço na rede é: http://cafehistoria.ning.com/ e também pode ser acessado através de um click sobre o link ali à direita. As matérias e os debates são interessantíssimos.

Da amiga Mariza recebi um e-mail recomendando a WDL que traduzindo para o portugues significa “Biblioteca Digital Mundial”, assunto que me interessa sobremaneira no momento em que me dedico à restauração digital de obras literárias quase que extintas. (Está em curso a restauração digital de “O Índio Penhái” de Horácio Nogueira – em breve mostrarei aqui esse trabalho).

Voltando ao WDL, o Site reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobretudo, caráter patrimonial" , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes:árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado.

Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS.

A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do síte: http://www.wdl.org/.

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.

Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de La Fontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egito e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos.

Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.

Para a área pedagógica, especialmente para alunos e professores de séries iniciais e intermediárias, continuo recomendando o blog da amiga Krika: http://www.linguagemeafins.blogspot.com/. Tem sempre matérias atualizadas e compatíveis com eventos e assuntos da época. Além de que se pode solicitar a ela um assunto específico. Ela pesquisa, desenvolve e disponibiliza em seu blog.

Outros espaços que visito costumeiramente e que recomendo:        http://www.dominiopublico.gov.br/ ; (Biblioteca Digital Pública); e

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/obras-literarias-menu/index.php (excelente acervo, com biografia de seus autores).

Para sites de músicas, recomendo a Sissi: http://www.sissinossosite.com.br/Sissi.html. Grande variedade de gêneros musicais, organizados em diversas pastas específicas. Assim como a Krika, Sissi também pode disponibilizar músicas à pedido. No site há um link para contato.

Um blog pessoal que nunca deixo de ver/ler é o do antigo chefe de redação do jornal Diário de Notícias, de Portugal, Henrique Antunes Ferreira. Ele escreve com um humor inteligente e uma maneira peculiar de abordar os assuntos: http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com/.

Resumindo, a rede está cheia de boas opções. Referi aos que conheço e que mais me atraem. Certamente há outros.

Boa semana à todos.

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3 comentários:

krika disse...

Grata por indicar o linguagem na sua seleta reportagem cultural.
Tu continuas, cada vez mais, um cidadão cibernético atualizado e de finíssimo gosto.
Bjs. Não te acho no coiso!

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Corcundamigo

Trabalhos como este que aqui publicas honram a nossa Língua Portuguesa, a nossa Cultura Lusíada, enfim e também muito justamente, o Autor, que és tu. E deixam-me embaraçadíssimo, pela citação que me fazes e bem assim à nossa Travessa. Ou seja, e como vocês dizem, virei um cara encabulado

Cada vez mais temos vindo a estreitar, nós, os lusófonos, os laços que felizmente nos unem; o que quer dizer a aproximarmo-nos. É com muita alegria e com muito orgulho que assim escrevo, porque me parece cada vez mais urgente que rememos todos para o mesmo lado. Merecem-no o Eça, o Pessoa, o Camões, o Amado, o Drummond, o Luandino Vieira, o Cursino Fortes, o Mia Couto e muitos outros.

Mas merecem-no também as ligações Iberolatinas, a reciprocidade cultural, o entendimento entre dois Continentes, a comunhão das ideias, do diálogo, do direito à diferença, da compreensão, do debate, da polémica, da Liberdade e da Democracia, enfim.

E por aqui me fico, deixando-te um muito obrigado pela gentileza que para mim tiveste; e só não digo que se tratou de um exagerado… exagero, porque a falsa modéstia e o pudor falsificado não são meu apanágio.

Bem-hajas.

Abç

M A R I Z A disse...

Este seu espaço é uma passagem que eu deveria colocar como diária, sempre saio daqui como a alegria de ter descoberto uma novidade...aprendido alguma coisa.
Obrigada meu querido amigo. Hoje fiquei tempo aqui, tirando o atraso.
abraços

 
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