domingo, 29 de agosto de 2010

Prêmio



O "Letras da Torre" recebeu do blogue Ato Primeiro, http://atoprimeiro.blogspot.com/da amiga Fá o selo "Blog Amigable"

Através deste selo são premiados os blogueiros que transmitem valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras e imagens.

Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web. É de bom tom que, quem recebe o “Prêmio Muchas Gracias Al Blog Amigable” e o aceita, siga algumas regras:

1-Exibir a Distinta Imagem;
2-Apontar o Blogue pelo qual recebeu o prêmio;
3-Escolher uma quantidade de pessoas de sua preferência e a um blog de cada pessoa escolhida oferecer o “Prêmio Muchas Gracias Al Blog Amigable”.

Dos muitos amigos e amigas que eu considero merecedores, vários já foram homenageados pela Fá. A esses acrescento:
Alma Lusa
Obrigado, Fá.
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Um dos mais completos acervos literários, com obras, desde (em ordem alfabética) Adolfo Caminha a Willian Shakespeare, encontra-se no Portal São Francisco. Além das obras completas, cada autor tem ali publicada a sua biografia. Muito bom mesmo.
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Recebi um comentário, extemporâneo aqui, do Sr. Francisco, na publicação de um trecho do livro de Horácio Nogueira, que eu estava reproduzindo. Diz assim:
"Estava procurando o livro "A Trilha do Grilo" de Horacio Nogueira para meu pai de 95 anos que é sobrinho de Horacio Nogueira e me deparei com seu blog. Gostaria de uma cópia deste livro. Eu posso tentar encontrar o livro O Indio Penhai, junto aos meus parentes. Vovô Horácio como era conhecido por mim, viajava para medir terras para o governo, na região onde nasci - noroeste de São Paulo - Andradina. Ele esteve em minha casa e ainda ganhei dele um presente. Meu nome veio de uma neta dele. Eu fui visitá-lo no Hospital Santa Cruz em Vila Mariana em São Paulo quando ele morreu. Fui vê-lo. A mamãe com papai se hospedaram na casa dele na Praça da Árvore quando minha mãe veio tratar-se em São Paulo. Mamãe admirava muito a esposa dele. Lídia Franco. A casa deles ainda estava em pé até poucos anos e depois eu a via com uma placa de vende-se e agora construiram um prédio no local. "
Pois, bem, amigo. Volte àquela postagem pois tem informações adicionais nos comentários, inclusive contatos com parentes.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quando as coisas não funcionam



Perceberam que as postagens no “Letras da Torre” não foram renovadas com a periodicidade costumeira?

E que não respondi aos e-mails?

Fiquei sem Internet.

Aliás, não só sem Internet. Fiquei também sem chuveiro para o banho. O frio congelou a água no cano. Vi-me na obrigação de trazer água de balde, de uma torneira do outro lado da rua. Água de poço artesiano.

Num domingo, tentei telefonar, como sempre faço aos domingos. Num raio de cerca de um quilômetro, todos os telefones públicos foram depredados. Nenhum funcionava. Roubaram os auto-falantes auriculares. Meu celular (tele-móvel, para os portugueses) está sem crédito, como sempre.

Restava-me voltar para casa. Passei antes pelo restaurante para pegar o almoço. Fechado.

Felizmente restaram três ovos na porta de geladeira e óleo para a fritura.

Pensei em praticar violão à tarde. Uma das cordas estava partida e eu não tinha reposição.

Liguei a TV. Funcionava. Queria assistir ao Gre-Nal. Empate sem gols e sem emoções.

Definitivamente não foi um bom domingo.

Isso tudo me levou a refletir sobre o quanto e como as tecnologias se inserem em nossas vidas de uma forma sutil e progressiva. É como quando nos olhamos no espelho todas as manhãs e não notamos o quanto envelhecemos. Parecemos sempre os mesmos.

Vivíamos bem quando não tínhamos Internet, telefone, água encanada...

Os banhos eram de riacho no verão, e de gamela no inverno. Mais tarde veio um galão, que antes fora de óleo de motor, de vinte litros, em que na parte de baixo fora acoplada, através de solda, uma espécie de chuveiro, e que nada mais era que um recipiente menor, cheio de furos de prego. Enchia-se o galão de água morna, e ascendia-o ao alto através de um sistema de roldana. Tinha que ser rápido o banho, sob pena de ficar ensaboado.

As comunicações eram difíceis e demoradas. Uma carta, para a mãe, no interior, demorava dias para chegar e tinha que ser enviada por um próprio, algum visinho que podíamos encontrar na rua. Às vezes ela, a carta, ficava à espera de um portador por meses.

Quando a notícia era mais urgente, se utilizava da “Hora do Recado”, que a rádio local transmitia diariamente, na hora do almoço, e que, os poucos que tinham receptor no interior sempre ouviam e levavam os recados para os destinatário próximos, muitas vezes bastante deturpados.

Hoje, quando alguns dos recursos atuais falham, percebemos o quanto ficamos dependentes deles.

Agora, as coisas voltaram a funcionar. Talvez tenha contribuído para isso um cartaz que colei no quadro lá da empresa e que dizia o seguinte:

“ Teoria é quando tudo funciona e todos sabem o porque.
Prática é quando tudo funciona e as pessoas não sabem porquê.
Neste ambiente reunimos teoria e prática.
Nada funciona e ninguém sabe porque.”
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Comentário anônimo em “ Espanhóis” da série Culinária Gaúcha postada aqui:

“Ótimo blog, mas não existe cozido espanhol, existe sim o cozido português. Existe o puchero espanhol, a diferença dele para o puchero criolo é o uso do azeite de oliva e do grão de bico. o cozido espanhol é feito com carne suína, enquanto o puchero espanhol é feito com bovina.”

Obrigado, amigo, mas “hay” que aprofundar, pois na fronteira, por onde muito andei, alguns amigos diziam: “Vamos hacer un cocido?...”
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Da amiga Luzia, de Lisboa, recebi uma série de 41 fotos, feitas por ela, de um lugar meio perdido no tempo, mas que muito significa para mim, e que foi matéria na Torre: Figueiredo das Donas.

Muito obrigado, amiga. Foi mais que um presente.
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domingo, 25 de julho de 2010

Procissão de São Cristóvão e outros santos


Hoje tinha procissão aqui. Dia de São Cristóvão, padroeiro.

São Cristóvão é aquele santinho que atravessou um rio, com Jesus nas costas. Não está na Bíblia, mas é um santo muito popular, apesar da carequinha que ele tenta disfarçar com a auréola.

Ele é padroeiro de muitas causas: motoristas, agricultores e cidades, como a que vivo.

O Rogério, amigo de Passo Fundo, chamava essas procissões de “perseguição do santo” – ou da santa - dependendo da anatomia do (a) homenageado (a).

Já na semana passada me venderam cinco rifas beneficentes. Mais não comprei porque o pagamento só sai no dia cinco e o santo não vende fiado.

Às seis horas desta manhã acordei sobressaltado com o foguetório. Só então me lembrei da festa.

Às oito e meia começaram a passar aqui na frente de casa os caminhões, com suas buzinas ensurdecedoras. O santo já tinha passado.

Tentei buscar a marmitinha no restaurante, mas não consegui atravessar a rua.

Então voltei para casa, peguei as muletas que, felizmente estão aposentadas, botei uns óculos escuros e uma touca preta, de lã. No espelho me achei parecido com o Stevie Wonder. A estratégia funcionou. Os agentes do trânsito interromperam a carreata e uma bondosa senhora me conduziu pelo cotovelo até a calçada do outro lado da rua.

A volta foi mais tranqüila, já estavam a passar os carros e as motos. Os ouvidos ainda zumbiam no almoço.

Gosto de ver essas manifestações populares de fé e devoção.

O que não entendo é a barulheira toda; bombas, buzinas...

Será que os romeiros pensam que o santo é surdo?

Ou, quem sabe, um vuvuzelófilo enrustido?...
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