domingo, 11 de janeiro de 2009

Balseiros - IV

Foto: Salto Grande - Yucumã. 1800 metros de extensão.
Comércio de Madeiras: uma atividade lucrativa


A região oeste catarinense caracterizou-se pela economia essencialmente agrária, o cultivo do arroz, milho, feijão e trigo servia para abastecer as necessidades locais e comercializar com regiões mais distantes como São Paulo, por exemplo. Além do trabalho agrícola, a região destacou-se também na criação de animais, especialmente o suíno. Em função disso, surgiram os primeiros abatedouros o que a tornou - até hoje - conhecida como área de grandes empresas frigoríficas brasileiras.

A madeira foi uma das atividades comerciais mais lucrativas, especialmente nos períodos de 1930-1950. Na década de 1930, foi o principal produto de exportação do estado. A maior parte da produção madeireira “era destinada ao mercado argentino e uruguaio, transportada por meio do rio Uruguai, em forma de balsas, durante o período de cheias” 5

As árvores eram, geralmente, compradas no mato. Segundo Aloísio Lauxen2, em 1947 pagava-se de vinte a vinte e cinco mil réis por árvore (final da década de quarenta). “Eles [os patrões] compravam madeira no mato, ficavam junto para derrubar o cedro, e também já tinha boi e tudo. Então eles mandavam levar para o rio. Aqui no mato, pagava naquele tempo vinte a vinte cinco mil réis a árvore”.

Nessa época, com tal soma, era possível comprar dois alqueires de terra. Para retirar a madeira, primeiro cavoucavam em torno dela até que ficasse o mais próximo possível da raiz. Em seguida, cortavam a tora com machado. Após isso, descascavam a madeira e cortavam a ponta de cima da árvore. Finalmente, arrastavam e encarreiravam, colocando uma árvore ao lado da outra.

Para tirar as toras do mato, usavam três, quatro ou até cinco juntas de bois. Das glebas, primeiramente, o transporte era feito com carretão3 e mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, foram utilizados os primeiros caminhões. O combustível usado nesses meios de transporte era, a princípio, o gás pobre (assim chamado o carvão) e, mais tarde, o óleo diesel.

Segundo Bellani, o pelotão era formado “de 10 a 15 toras, amarradas a uma travessa de madeira de lei, forte, cuja espessura variava de 20 a 25 cm de diâmetro, chamada pelos balseiros de ‘lata’. A lata possibilitava a amarração e a fixação da madeira”4 . Em seguida, as madeiras eram amarradas com cipó, doze voltas de cada lado da vara, para que ficassem bem firme – era a gravata5. Isso dava a devida aderência à madeira, formando um pelotão compacto, que era unido a outro pelotão por mais uma gravata. Feito assim, de maneira sucessiva, tinha-se a balsa, formada por dez pelotões ou mais.

Uma balsa possuía, em média, de 180 a duzentas toras. Seu tamanho era de dez metros de largura, por noventa a cem metros de comprimento. Em cima das toras eram construídas duas casinhas (ou ranchos). Uma era utilizada para armazenar os mantimentos e fazer a comida. Outra, um pouco maior, para proteger as mochilas, as roupas dos balseiros e para abrigar os peões quando a balsa estava ancorada.

Na região do Alto Uruguai Catarinense, o cedro era a principal madeira destinada ao comércio por meio das balsas. Comercializava-se também o louro, a guajuvira, a araucária, a açoita e a cabriúva. Para fazer o transporte das madeiras pesadas, como o pinheiro, por exemplo, era preciso intercalá-las com o cedro. Também era necessário fazer uma amarração bem resistente, para que as toras não afundassem.

Depois de prontas, as balsas ficavam à espera de uma enchente que elevasse o nível da água, para serem levadas até São Borja – RS e dali para a Argentina e Uruguai, onde seriam comercializadas. Valentini lembra:
“Pronta a balsa era só aguardar a enchente, indispensável para a largada e requisito para vencer o itinerário dos obstáculos naturais que se compunham de cachoeiras, remansos, pedras, peraus, ilhas, curvas, corredeiras, neblina, chuva e frio. Tudo dependia das condições climáticas, do número e da habilidade dos balseiros.” 6

O nível das águas deveria aumentar em quatro metros, no mínimo,e era chamado de ponto de balsa7. Quanto maior o nível da água, menor o tempo da viagem. As balsas de toras eram preparadas no leito, ao longo de todo o rio Uruguai. Os locais de partida eram os chamados pontos baixos e ficavam em Entre Rios, Porto Itá, Barra do Uvá e Linha Simon, todos no estado de Santa Catarina.
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De Chapecó, no porto de Goio-En, saíam as balsas feitas com madeira de pinheiro serrada. Para fazer as amarras, era utilizado o arame galvanizado, embora o cipó oferecesse maior segurança, devido à sua maleabilidade. Angeli comenta o fato e menciona os principais comerciantes envolvidos nessa atividade:
“A partir da década de quarenta, muitos madeireiros partiram para a construção de balsas de pinho serrado. Muitos foram os que adotaram esse meio de transporte para a Argentina, possuindo uma liderança destacada o coronel Francisco Bertazo e seu filho Serafim Bertazo, a Cooperativa Chapecó, Irmãos Pagnondelli, Emílio Grando, Germano Hoffmann, Ernesto Fronza, Nenê Barthier e os Frare de Nonoai.” 8

A opção pela venda do pinho deu-se especialmente a partir da Segunda Guerra Mundial, em 1939-45, quando essa madeira teve um aumento de valor considerável. Apesar das dificuldades, como a distância do rio para encontrar as árvores e o fato de que essa era uma madeira que flutuava de maneira precária, os madeireiros dedicaram-se com afinco a essa atividade.

A balsa foi, durante muitos anos, a principal fonte de renda para os balseiros, que também eram pequenos agricultores. O rendimento obtido com essa atividade era maior que o da venda de produtos cultivados. Muitos investiram seu dinheiro nas propriedades ou em outros negócios, como madeireiras, alambiques ou mesmo no comércio.

4 POLI, Jaci. Caboclo: pioneirismo e marginalização. Chapecó: FUNDESTE, 1991, p. 65.
5 GOULART FILHO, Alcides. Formação Econômica de Santa Catarina. Florianópolis: Cidade Futura, 2002. p. 91.
2 Aloísio Lauxen trabalhou como balseiro e cozinheiro. Atualmente mora em Ita/SC. Entrevista concedida à autora em 01/10/04. Acervo Particular.
3 Espécie de carroça, sem a caixa. Era puxada por burros ou por juntas de bois.
4 BELLANI. Eli Maria. Balsas e Balseiros no Rio Uruguai (1930-1950). IN Centro de Organização da Memória Sócio-Cultural do Oeste. Para uma História Catarinense: 10 anos de CEOM. Chapecó: UNOESC, 1995, p.118.
5 Nome dado ao nó, feito de cipó, que amarrado às madeiras, formavam as balsas.
6 VALENTINI, Delmir José. Tropeiros, Ervateiros e Balseiros: Memoráveis personagens da História do Sertão Catarinense. IN: Ágora: Revista de divulgação científica da Universidade do Contestado. Caçador (SC): UnC, 1994. v.1, nº 1 (jan/jul), p. 85.
7 Limite mínimo para elevação do nível da água
Fonte: Trabalhadores do Rio - Os Balseiros do Rio Uruguai - Noeli Woloszyn
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Capítulo IV - Tiço


O dia de Fabrício era dividido em três partes distintas. Pela manhã ia cedo para a beira da estrada, do outro lado do rio para vender frutas aos motoristas que reduziam a velocidade ao aproximarem-se do posto policial. Em algumas épocas do ano eram bergamotas, noutras ameixas ou goiabas. Não dava muito lucro, e vendia-se pouco. Eram raros os motoristas que paravam, e mesmo estes, compravam também dos outros meninos e meninas que, como ele se enfileiravam na margem da estrada, do lado do morro. Na época de bergamota até sobrava mais dinheiro, pois elas eram tiradas da roça do pai. Mas na roça não tinha um só pé de ameixa ou de goiaba. Então era preciso colhê-las nas roças dos vizinhos e repartir, meio a meio com eles a féria do dia. No inverno era melhor, pois o sol batia de frente e aquecia a manhã fria. No verão o sol torrava. Seria melhor trabalhar à tarde, quando a sombra do morro se esparramava no asfalto. Mas à tarde ia para a escola.

Essa era a parte do dia de que mais gostava, a parte da escola. Principalmente quando, no terceiro ano começou a aprender sobre as navegações portuguesas. Gostava especialmente da palavra “caravelas” e de Vasco da Gama. Cabo da Boa Esperança também lhe trazia sonhos.
Nos dias de enchente, quando o Uruguai bufava lá embaixo, ele via, do alto da ponte, o Oceano e as Tormentas. Via Vasco da Gama, seu pai, em pé no centro da caravela, gritando ordens enérgicas para os marujos balseiros. Via os monstros marinhos surgirem na correnteza em forma de sacos de lixo e litrões de Coca-Cola, que desciam céleres o rio e atacavam a caravela, balsa imaginária, valentemente defendida pelo pai, Vasco da Gama e pelos destemidos marinheiros armados de remos e cartucheiras.

Depois da escola, às cinco horas, passava no bar do Moura e comprava as encomendas que a mãe fizera. Coisa pouca, quase sempre. Um quilo de sal num dia, um Anil no outro, um carretel de linha, um pedaço de fumo para o pai... Quando o dinheiro dava, pagava. Quando faltava, o Moura anotava na caderneta.

No verão sobrava dia para buscar as frutas e acertar a parte com o dono da plantação, e ainda podia ajudar o pai na roça, quando este estava lá, recolher lenha ou revisar as esperas no rio.
Antigamente, quando o pai ficava em casa à noite e não chegava tarde bêbado, ouvia calado as histórias que ele contava para a mãe Elvira e para o irmão que foi-se embora prá cidade, trabalhar no frigorífico.

Seus sonhos eram povoados de ressorjos, chefadores e corredeiras. Gostava do Salto Grande, mesmo que lá tivesse ficado para sempre o Vicente, melhor amigo do pai, atingido por uma ponta de galho de um chefador, já do lado do Rio Grande.

O pai contava que formaram os três, ele Fulgêncio, Natalício e Vicente, os melhores balseiros do Uruguai, desde que Manuel Pereira confiara-lhes a primeira descida. Isso lá atrás no tempo, quando eram ainda moços e foram conversar com Manuel e conheceram Elvira. Nunca perderam uma tora. Natalício e Vicente foram padrinhos de casamento. Vicente perante o padre e Natalício na lei dos homens.

Pois a tragédia foi dar-se justamente na última descida de balsa, quando já o cedro escasseava e as taboas de pinheiro eram levadas, já serradas, pelos caminhões Internazionale e FNM do Coronel.

Daquela viagem não sobrou dinheiro e nem sedas para Elvira, embora a balsa tenha chegado inteira em São Borja. O pai nunca contou, mas um dia Tiço escutou do Natalício que gastaram todo o dinheiro nos cabarés da fronteira.


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O HÁBITO SAUDÁVEL DA LEITURA

Continuando a postagem anterior
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PLANO DE AÇÃO


O plano de ação contém toda parte metodológica do projeto. Listarei os assuntos que estou planejando para 2009. Não colocarei todos os detalhes, como objetivos ou estratégias. Se alguém interessar-se em tê-lo completo, é só me contatarem.


No primeiro momento levarei leituras com o tema BRINCADEIRAS para a sondagem que me referi semana passada. Serão leituras sobre bonecas, brinquedos em geral, como curiosidade: boné: sua origem e alguns fatos pitorescos. Passarei também pelas histórias clássicas de fadas. Procuro assuntos que chamem a atenção, para que as leituras não sejam desgastantes, sendo do universo deles, fica mais interessante.


As leituras contém, no primeiro momento letras grandes e poucas linhas, entre 15 a 20 linhas. Não devo colocar mais linhas, pois estão se familiarizando com o projeto e ainda apresentam inibições. Aqui também preciso de atenção para a verificação se estão alfabetizados.
Não se assustem: Às vezes alguns alunos chegam ao 6º ano sem saber ler, ou lendo silabicamente.


No mês seguinte, o segundo tema será sobre Valores Humanos. O título será PEQUENAS TERNURAS.


São leituras sobre cidadania, ética, as palavras: obrigado, por favor, desculpa, etc. Também leremos sobre as virtudes e seus significados. São histórias lúdicas que ensinam e trazem mensagens.


O terceiro tema: VOCÊ SABIA? Envolvendo curiosidades e informações. Leituras científicas experiências, conhecimento geral. Exposição das imagens em 3D das Sete Maravilhas do Mundo Moderno com suas histórias (coleção Revista Caras-2008).


O quarto tema: “A LIÇÃO ATRAVÉS DAS HISTÓRIAS”, assunto folclore. Leituras de fábulas e lendas. Enfoque para a poesia, com a “COLETÂNEA DE POESIAS”.


O quinto tema: “TEMPORADA DE ARTES”. Sobre a artista Tarsila do Amaral. Biografia, história e leituras de suas obras.


Um espaço para a leitura de imagens, oportunizando a observação e apreciação de detalhes como: cor, forma e textura.


Interpretar obras de Tarsila estabelecendo relações entre textos, desenvolvendo o senso crítico, valorizando nossa artista.


O sexto tema: “EMBARQUE NESTA AVENTURA”.
Leituras deste gênero, com biografias de super heróis, História em quadrinhos. È um tema muito aceito, portanto deixo-o para o final. Faço um estudo no túnel do tempo, resgatando Dom Quixote entre outros heróis clássicos já desconhecidos destas crianças, até chegar nos cibernéticos e nos mais conhecidos, como super homem .


Dependendo do rendimento durante o ano, deixo preparado uma última unidade chamada “ESTAÇÃO REFLEXÃO”. Como o título diz, leituras reflexivas. Ano passado não trabalhei este tema, pois meus alunos eram bem imaturos, preferi encerrar com os heróis, pois não assimilariam histórias de autoconhecimento e linguagem figurada. Isto depende muito do repertório literário que tiveram nos primeiros anos escolares. Muitos chegam à segunda etapa do ensino fundamental totalmente despreparados, inclusive, de ter vários professores, um para cada matéria. Eles chegam chamando-nos de “tias”,costume antigo de salas infantis.


Estes são os temas que selecionei, porém havendo necessidade posso substituir algum.

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domingo, 4 de janeiro de 2009

Balseiros - III

Foto: Entardecer no Rio Uruguai - Fonte: Internet

O início da colonização

Para compreendermos esse processo de ocupação da região oeste de Santa Catarina, é imprescindível a menção dos fatos que caracterizaram o maior acontecimento de caráter popular dessa região e do Brasil – a Guerra do Contestado.

Vários motivos estiveram envolvidos nesse episódio. Entre eles a disputa de território entre Paraná e Santa Catarina, a luta dos caboclos pela posse da terra, a oposição ao imperialismo americano (representado pelo sindicato Farqhuar), a atuação do coronelismo e a forte presença da crença messiânica, que servia de acalento frente ao abandono a que estavam submetidos.

Esse conflito pode ser caracterizado como o divisor de águas, no processo de ocupação e modelo econômico local. A região antes habitada pelos caboclos, que tinham uma economia de subsistência, sendo a erva-mate seu principal produto de comercialização. Aos poucos essa economia passa a ser exploratória, pois atende à lógica capitalista e submete a população nativa ao novo modelo.

Com o fim da Guerra do Contestado, as Companhias Colonizadoras passam a lotear as terras do oeste catarinense e a vendê-las a um preço acessível. Os ‘novos colonos’, no entanto, deparam-se com o habitante local. É inevitável o confronto cultural, já que as percepções de mundo e de vida são muito diferentes. Os migrantes são vistos como superiores porque seu trabalho gera opulência e acúmulo de mercadorias. Sua concepção de riqueza está centrada na produção de bens em abundância; para o caboclo, no entanto, o trabalho é visto como meio de obter a sobrevivência. Por isso, foram chamados de ‘preguiçosos’.

O caboclo não consegue conviver com essa visão capitalista, introduzida na região pela colonização, patrocinada por companhias colonizadoras. Estando à margem dessa sociedade e não tendo dinheiro suficiente para adquirir uma propriedade, o caboclo torna-se a força de trabalho nas lavouras do novo proprietário, ou então são isolados em regiões distantes. Poli assim descreve essa situação: Com a instituição da propriedade privada e com as concessões de grandes áreas a quem tivesse prestígio político, os habitantes delas passaram a ser empurrados para terras mais distantes, onde não havia colonização ou reclamação da terra pelos proprietários, ou, então, permaneciam em lugares onde as terras não prestavam à exploração pecuária ou para as atividades agrícolas mais racionalizadas.

De posse da terra, os colonos recém-chegados dedicaram-se à abertura de estradas, à derrubada das matas e ao cultivo de novos produtos a serem comercializados. Dessa forma, temos na região outro modelo econômico implantado, no qual os colonos dedicam-se à propriedade rural familiar, e além de produzir toda a sua subsistência, concretizam o grande sonho de acumular riquezas.


Fonte: Trabalhadores do Rio - Os Balseiros do Rio Uruguai - Noeli Woloszyn



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Capítulo III - Apocalíndio segundo Xamã-tô-Prèy



Ele caminhou trôpego por entre os corpos esparramados, as moscas azuladas e o fedor da morte.

Os urubus se postavam enfileirados, asas abertas, na linha da coxilha, enquanto uma nesga de luz começava a surgir atrás, emoldurando-os contra o firmamento ainda opaco. Alguns deles revoavam alto, em círculos, sobre a fumaça azulada da manhã.

Não se escutava mais os gritos alegres das crianças nas cabanas, nem se viam mulheres trazendo água do rio. Algumas delas jaziam de pernas abertas ao lado da trilha, a cumbuca pela metade, a gotejar lenta seu veneno leitoso sobre a grama.

Homens, poucos. Os que restavam na aldeia eram velhos e fracos. Foram os primeiros a morrer, ainda quando se podia velar-lhe a alma. Os novos haviam partido há dias, descendo o rio, onde tinha mais pinhas e as pacas vinham quase a lamber-lhes os pés, contavam. Certamente estariam mortos também, pois era do mesmo rio que bebiam.

Primeiro foi um dos velhos. Logo outro, e outro mais. Nos outros dias as crianças e a mulheres, arroxeavam os beiços, se contorciam e morriam como formigas em que se verte água quente.

Quando o cacique proibiu que se bebesse do rio, e os mortos iam sendo enterrados, vieram os Zugs na madrugada, saídos em bando de dentro do mato. Primeiro mataram com tiros, os que ainda dormiam. Depois com facão os que tentavam debandar para o lado do rio.

Ele a tudo assistiu acovardado, tremendo entre o taquaral, onde fora, muito cedo, buscar galhos para a cerimônia dos mortos da noite.

Só ele estava vivo. Ele, e talvez a menina Xa-Cunhã, que um Zug havia levado embora, dias antes, trocada à mãe por um deus morto espetado numa cruz de pau. Teria sido o deus derrotado que envenenara a água, como punição?...

Ainda cambaleante, chegou à ponta do mato, de onde saíram os brancos. Apoiou o pedaço de lança no chão e debruçou-se nela.

Anos mais tarde, quando o progresso chegou à margem sul do Iguaçu, as toras arrastadas, vez que outra, removiam das macegas, cabelamas e ossos. Um dos peões do Coronel encontrou um esqueleto transpassado encostado num pinheiro grosso. Afastou-o com nojo e começou a cortar o pinheiro, bem embaixo, com o machado, para fazer a barriga, determinando o lado em que ele deveria tombar. Outros peões já chegavam com os serrotes para cortar do outro lado.


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“Aí chegando com as maiores cautelas, a um sinal convencinado, deram o ataque. Estabeleceu-se uma confusão enorme: gritos, pulos, imprecauções, um berreiro infernal por parte dos selvagens. Não contam os expedicionários, mas é fácil prever terem feito eles uma boa chacina, (...)”.


“O pavor e a consternação produzidas pelo assalto foi tal, que os bugres nem pensaram em defender-se, a única coisa que fizeram foi procurar abrigar com o próprio corpo, a vida das mulheres e crianças. Baldados intentos !! Os inimigos não pouparam vida nenhuma; depois de terem iniciado a sua obra com balas, a finalizaram com facas. Nem se comoveram com os gemidos e gritos das crianças que estavam agarradas ao corpo prostrado das mães! Foi tudo massacrado”.

“A turma não tinha nem tempo de carregar a arma de novo. Iam de facão mesmo, subindo e descendo, cortando. O pai lembra de uma meninota que saiu correndo pro mato quando o primo dele agarrou ela pelos cabelos e desceu o facão. O aço desceu pelo ombro até as partes (vagina). Cortou que nem bananeira. Ao ouvirem a gritaria e os tiros dos caçadores, os bugres procuravam suas armas, como não as encontravam, debandavam de forma desesperada mato adentro, deixando tudo para trás.”


Trechos extraídos da obra: MATAR BUGRES: (...), de Flamariom Santos Schieffelbein, que por sua vez cita o Jornal “O Novidades” dos anos 1904 e 1905. Fotos da mesma obra; na primeira, acampamento Xokléng em 1910; na segunda, patrulha de bugreiros (caçadores de índios) - ao centro, de camisa escura, lenço no pescoço e um facão no ombro direito, Martinho Marcelino de Jesus, o Martin Bugreiro, o mais conhecido e sanguinário bugreiro da época.




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O HÁBITO SAUDÁVEL DA LEITURA
Projeto Estímulo à Leitura




Meta



“Estimular os alunos para leitura como ação inteligente e reflexiva, garantindo o acesso aos saberes lingüísticos necessários para o exercício da cidadania, direito inabalável de todos.”

Vamos iniciar mais uma etapa deste projeto em fevereiro de 2009. Receberei cerca de 150 alunos, na faixa de 11 anos, vindos das escolas municipais. Todos chegando para os 6ºs anos. Todos curiosos para uma nova etapa de mais quatro anos nesta escola estadual. Eles chegam com olhinhos assustados, enfim, tudo é novo.
Para mim também, pois acabo de “deixar” as turmas de 2008 para trás... De uma forma gratificante... Pois passamos o ano letivo juntos, explorando o máximo da literatura e das leituras que considerei adequadas para eles. Eles também estarão empolgados com a continuação... Quem sabe o projeto não se expande e terei uma colega para me ajudar com as turmas de 7ºs anos?

A diretora da escola e eu temos pedido ao “Papai do Céu” esta Graça... Se conseguirmos aprovação de nossa Superintendência local estes alunos teriam continuidade e avançariam mais em seus estímulos literários.

Quem sabe, você, leitor e amigo das Letras da Torre não deixa um comentário nos ajudando no pedido? Pode ter certeza que eu encaminharei esta postagem à pessoa responsável, prometo!

Outro detalhe pertinente é a questão dos números de turmas.
A cada ano estamos recebendo menos alunos para os 6°s anos. Diminuímos uma turma, de seis teremos cinco.

Os pais estão pensando melhor em colocar filhos no mundo ou é impressão minha?
Também nessa crise do país... Bem, deixo esta parte tão polêmica para meu amigo Quasímodo, afinal ele é o anfitrião deste blog e sabe discursar plenamente sobre questões sociais, econômicas e assuntos afins.

Voltemos ao assunto LEITURA!

Já estou iniciando meu novo planejamento. Tenho pensado nos tipos de leituras que irei apresentar. Meu objetivo geral é desenvolver a competência de leitura do aluno buscando torná-lo um leitor eficiente.

“... A didática pode ser envolvente. Em vez de longas fórmulas para decorar problemas que envolvam áreas distintas do conhecimento, fontes diversas como livros, internet e colegas. Em vez do mecânico, o lúdico. Em vez de teórico, o prático contido num poema ou revista... O aluno estimulado se transformará em um pesquisador ávido. São maiores as chances de que venha a ler Machado de Assis, por sentir-se seduzido pelo prazer da leitura, e não porque foi obrigado.” (Gabriel Chalita).

Darei uma atenção especial ao tema “Valores Humanos”, incutindo nos alunos o respeito pelo outro, trocando gentilezas, sensibilizando-os a praticá-las no dia-a-dia, além dos portões escolares. Para isto já estou preparando leituras sobre cidadania, exercícios das palavrinhas mágicas, ética ,convivência harmoniosa, entre outros.

No plano de ação eu organizo as leituras em temas, separando-os em atividades mensais.

No mês de fevereiro eu reservo para fazer a sondagem da clientela, ou seja: chamarei os alunos pela primeira vez, eles lerão e interpretarão as leituras que eu pedir.

Lembrem - se que o trabalho principal do projeto é atendê-los individualmente. Isto acontece sistematicamente durante o ano letivo. A sondagem me indicará o nível de leitura e interpretação de cada um. As leituras não devem ser longas, apenas de uma folha, pois trata - se de uma verificação da oralidade e capacidade de contar o que leu.

Após este primeiro contato começo a agrupar os alunos por níveis. Os que apresentam mais dificuldades serão chamados mais vezes para estarem comigo. Aqueles que já dominam a leitura e interpretação eu vou aumentando o grau de dificuldades das leituras. Ou seja, é necessário um grande tipo de leituras para que o trabalho apresente resultados.

Normalmente um aluno tímido, no mês de fevereiro, vai se desinibindo gradualmente e em maio ou junho já está bem mais fluente e até fazendo gestos com as mãos na hora de me contar o que leu. Quando eles terminam a leitura eu costumo dizer: “Conte-me o que você leu”. Li, certa vez, que não é aconselhável perguntar o que entendeu da leitura.

Na primeira vez que ouvem esta frase, alguns estranham, mas com o passar do tempo eles automaticamente já iniciam a interpretação assim que terminam a leitura. Tudo é uma questão de jeito e treino.

Estes alunos são chamados durante as aulas de Língua Portuguesa, eu trabalho fora da sala de aula, como auxiliar das professoras regentes. Não há problema em tirá-los da sala, enquanto um está comigo o outro está a caminho da sala e já chama o próximo. Funciona sem tumulto algum. Eu cronometro o tempo disponível e quem vai ser chamado naquele momento, o aluno que terminou já espera que eu diga o nome do próximo colega.
Não há também perda de tempo, caso o aluno demore no percurso de volta para a sala, pois imaginem quem não quer sair por alguns minutinhos e ir para a Oficina? Se ele demora os colegas cobram-no ao chegar à sala.

Aliás, o único problema (se é que isso é considerado problema...) é quando eu apareço na porta da sala. No início de cada aula existe aquela expectativa de meu aparecimento. Quando surjo, vejo aquela cena de burburinhos falando meu nome e levantando o dedo, “me chama professora”, “faz um “tempão” que não me chama”, e assim por diante.

Isso também é sanado rapidamente, pois faço a famosa “punição” do “impedido de ir à Oficina” para quem apresenta um comportamento inadequado. Não pensem que eu também não sou questionada, caso me atrase a chegar ás portas. Eles ficam tão ansiosos para a leitura que me vigiam o tempo todo.

Como sou a única a fazer este trabalho e tive seis turmas (2008), elaborei um horário de acordo com as disponibilidades deles com as professoras regentes ,portanto, eles sabem perfeitamente quando apareço.Eis porque também preciso de uma colega me ajudando. Os alunos gostam tanto destes momentos prazerosos e eu não tenho disponibilidade de atender a todos (lembrem-se do meu pedido lá em cima...). Seria excelente contar com o apoio de mais alguém! Deixem-me sonhar!

A partir do final da sondagem já inicio com os temas, que distribuo entre os outros meses.

Na próxima postagem colocarei aqui este Plano de Ação em questão.










Aproveito par divulgar e-mail que chegou à Torre, enviado pela Géssica, e que se adequa a este contexto:

Pessoal, fiz uma comunidade no orkut de Atividades de Leitura. Quem quiser participar fique a vontade. http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=79827409

A idéia da comunidade surgiu após as aulas divulgadas no blog Projetos e Idéias. http://projetoseideias.zip.net/

Beijos a todos

domingo, 28 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008




Se a Globo pode, a Torre também “pooode”, oras. Só não terá Roberto Carlos a cantar músicas milenares. Nem Simone anazalando corredores de Shopping Centers... “...entahum é natahum...”

Mas vamos lá...

2008 iniciou normal, medíocre até. As férias a que teria direito troquei por vinte e quatro dias em que fiquei em Passo Fundo, dando atenção e cuidados à mamãe no Hospital São Vicente de Paulo. Ela, a mamãe, não o santo nem as férias, havia quebrado o fêmur ao tentar pular uma cerca de arame farpado lá no interior de Lagoa Vermelha, no distrito de Santa Luzia. Isso foi em Novembro de 2007. A velhinha é danada. Um exemplo de vida, lucidez e bondade. E osteoporose. Mas não sossega.

E assim seguiu o ano de 2008 até o dia 5 de maio, melhor, a noite, mais precisamente por volta das 20 horas.

Eu voltava para casa, depois de visitas a clientes e de ter passado no bar do “Seu” Antônio e comprado uma garrafa de cerveja que pretendia tomar mais tarde, depois da janta, em frente à TV, assistindo a um jogo de futebol que não lembro qual.

Num cruzamento, um moço armado com um Chevette, manobrou indevidamente à esquerda e atingiu-me em cheio, bem debaixo do farol. Resultado: esmigalhou-me a perna esquerda. Ah, eu pilotava uma possante motocicleta Honda Titan, 125 cc, ano 1998. (A cor importa?... vermelha).

Além da perna, os danos materiais foram de pequena monta. Está escrito no Boletim de Ocorrência, que guardo comigo: “danos materiais de pequena monta”. A clavícula que havia quebrado dois anos antes, num acidente na estrada, desta vez nada sofreu. A cerveja Colônia permaneceu intacta no bagageiro. Acidente besta. Mas prensou a perna entre o pára-choques do carro e o motorzinho da moto. Na perna o estrago foi grande.

No hospital, onde permaneci por uns dias, enquanto o doutor Adriano tentava encaixar as pecinhas de ossos, como num quebra-cabeça infantil, lembrei-me do que alguns colegas diziam, quando eu tentava racionalizar problemas comuns do trabalho... “ele ri até de fratura exposta”... Não contava com tanta literalidade.

A partir desse episódio, minha vida tomou novo rumo. Um acidente não quebra-nos os ossos somente. Quebra-nos a rotina, os planos e a conta bancária. Quebra-nos também os paradigmas e preconceitos.

Serviu para que eu enxergasse e sentisse humanidade em pessoas que antes olhava com distanciamento. Aqueles chefes, antes inacessíveis, onipresentes e onipotentes, semideuses imaginados num pedestal dourado, não passavam mesmo disso: imaginação minha. Foram extremamente amigos e solidários. Extrapolaram, em muito, suas obrigações legais e a relação trabalhista formal.

Passei o inverno cheio de pinos. Parecia uma antena de TV, daquelas antigas, que se armava em cima das casas. Era difícil dormir. As cobertas enroscavam nos parafusos, que não eram pequenos.

Entre os jogos da Eurocopa, em que torci freneticamente por Portugal do Felipão, vinha para a frente do PC. Estreitei laços com pessoas que conhecia superficialmente da sala A do Chat Terra-Idades. Imensas virtudes e bondade encontrei ali. Não citarei nomes, mas foram tantos. Fui à luta, inscrevi-me em cursos on-line que há muito tempo queria fazer e que, pelo açodamento do dia a dia, considerava irrealizável.

Uma amiga em especial, dentre tantos que ficaram ao meu lado durante esse período difícil, intimou-me (é esse o termo) a criar uma página na net. A virtualidade é relativa.

Relutei inicialmente, mas daí se começou a erigir-se a Torre. Letras da Torre. Quasímodo ganhou forma, ou disforma. Juca Melena nasceu já gaúcho guapo e crescido. Krika integrou-se mais tarde, trazendo seu magnífico projeto de estímulo à leitura.

Em Portugal e demais países de língua portuguesa consolidavam-se o MIL – Movimento Internacional Lusófono e a revista Nova Águia, a que muito conscientemente aderi.

O ano de 2008 foi bom por tudo isso. E eis que chegam as festas de Natal. O que se prenunciava como um dia nostálgico e solitário, transformou-se numa romaria de afetos. Pela manhã, colegas. À tarde veio minha irmã e meu sobrinho, que há anos eu não via.

Dia 26 fui à perícia médica que haviam marcado para as 10 horas da manhã. Reconheceram finalmente meu direito de receber dois meses de salário-acidente que me haviam suspendido inexplicavelmente, deixando-me à míngua. Burocracias.

À tarde chegou o carteiro trazendo-me os dois números da revista Nova Águia publicadas em 2008, gentilmente enviados de Lisboa pela querida amiga Alma Lusa – Luzia. As edições são semestrais. Magnífica prenda, amiga Lusa.

2009 surge no horizonte trazendo boas perspectivas. Dia 21 de janeiro está marcada uma nova revisão na perna, radiografias e o escambau. Dependendo dos resultados, talvez removam o gesso. Estou com saudades de vê-la nua. No ombro, onde residem a mais tempo sete parafusos e uma placa de platina, não irei mexer. Não incomodam, salvo quando se anuncia chuvas ou
quando tento passar pela porta giratória do banco. Apita.

Que venha o ano novo com força, com tudo o que ele tenha de direito.

Meus pedidos são simples. Saúde aos amigos e amigas, e que tudo o que o ano de 2009 me trouxer, me sirva para me fazer um ser humano melhor.

Na próxima publicação, a Torre retomará a história dos balseiros do rio Uruguai.
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O HÁBITO SAUDÁVEL DA LEITURA


Transcrevo as mensagens que os alunos deixaram no encerramento do ano letivo de 2008. Foram colocadas no mural da Oficina.
Os numerais após os nomes correspondem aos números das salas de aulas.

Oficina me facilitou a ler e conversar; J. Paulo - 7
Se todas as escolas tivessem um projeto legal assim o Brasil seria um país de leitores; Fabrício - 12
Ficarei com saudades; Luan Pereira - 7
Muito obrigado pela educação e carinho que você nos trata; Brener - 7
Seu trabalho é muito importante para nossa escola, pois nos incentiva a ler cada vez mais e sempre que passamos em frente daquela salinha, toda decorada, dá vontade de parar e observar as novidades. Parabéns! Alana - 9
A Oficina é linda, bem enfeitada; Leonardo -12
Que ela seja sempre assim. Bonita e bem decorada; Nayara - 7
Gosto da decoração; Pietra -12
Nós agradecemos a sua paciência conosco. Obrigado; Alisson - 9
Você me faz melhorar muito; Gabriely -12
Que Deus abençoe muito a Oficina e que todas as crianças tenham interesse em ler; Ana Flávia - 11
Trabalhe bastante e chame muitas pessoas para a leitura; Gabriel Prado -12
Quero que a oficina cresça cada dia mais porque ela é muito boa; Isla - 9
Lendo estou aprendendo; Fernanda -12
Aí dentro é super legal, tantos livros e revistinhas que não dá pra escolher um só.Super fantástico!Continue assim! Welerson-12
O que você faz é muito legal, pois existem alunos que estavam precisando... Eu achava que minha leitura era boa, e agora, com certeza melhorou mais. Eu queria que tivesse o ano que vem; Micaela - 8
Obrigado por estimular as mentes das crianças para a alfabetização; Renan - 10
Oficina é espetacular! Joelen - 11
Muito obrigado pelos seus livros, continue assim; Lucas - 7
Nunca desista; J.Paulo -12
O poder da leitura transforma sua vida em contos de fadas; Karen - 10
Seja feliz não importa o que aconteça; Wellington -12
Espero que você continue aqui na escola por muito e muitos anos. Este projeto é lindo e ajuda muito. Obrigado; Rômulo -12
É muito legal, mas ao invés de ser nas aulas de Português. Poderia ser de manhã ou no dia de 4 aulas; Ana Luiza -12
Você foi e sempre será a melhor professora de leitura. Adorei seus textos e estímulos. Você é a heroína da leitura. Obrigada; Elizandra - 10
Obrigado, não é toda escola que tem; Thales - 11
Espero que Oficina fique melhor do que é hoje; Andressa - 11
Ajudou-me muito neste ano e espero que ajude assim no próximo ano; Vilian – 7
Que a Oficina continue, porque assim vamos para a frente; André, Rafael -11
A Oficina jamais deveria parar de funcionar, nem por nenhum motivo ! Alisson -10
Continue sempre assim, cheia de novidades e que Deus te ilumine muito; Taynara Santos - 7
Eu quero agradecer porque este projeto me ajudou a me comunicar com as pessoas; Mayara -11
Eu acho a Oficina sensacional, pois nos ajuda a ler e também a entender; Rafaela- 11
A leitura é fundamental para a vida; Luma – 10
Deixo meu muito obrigado por tudo que tem feito pela minha leitura; Mariana -11
Oficina maravilhosa e especial, continue assim; Elizandra - 7
Obrigado pela sua dedicação; P.Maurício - 11
A Oficina nos atende com muito carinho ,capricho, dedicação e companheirismo, para aprendermos outros tipos de leituras;Thales - 10
Que legal, a Oficina é o máximo, e adoro o mural; Débora - 10
Oficina eu lhe agradeço por existir; Ana Carolina - 7
Espero que continue sempre esta gostosura! Ana Carolina - 11
Obrigado por ajudar na minha leitura; Luciano - 11
Eu agradeço por você fazer a Oficina; Dagmar - 7
Eu adoro tudo que tem lá, os livros, homenagens, letreiros, etc; Thiago H.-11
Adoro a Oficina, ela nos faz viajar no tempo; Camila-11
Eu gosto de ir lá, a professora é legal e gosto de todos os livros, cada um mais divertido que o outro; Jéssica- 7
Legal as oportunidades e criatividades da Oficina; Tainá-11
Oficina bonita e caprichosa! Wellen - 7
Muito obrigada, você nos ajudou muito e que um dia você possa ganhar cosias boas para pagar o que você faz pra gente; Patrícia Pires - 11
Que seu trabalho dure para sempre; Agda - 8
Eu quero agradecer porque este projeto me ajudou a me comunicar com as pessoas; Muito legal. O próprio nome já diz, que é um estímulo para lermos mais; Mayara - 11
Ajudou-me em todas as matérias; J.P.Angeli - 7
Foi muito bom porque eu aprendi a ler melhor; Matheus11, Gabriely, Franthesco, Leonardo - 12
Porque a gente melhora na leitura; Fernanda, Pietra, Thaynara, Verônica - 12, P.Henrique - 7
Ajuda a desenvolver e estimular à leitura; Larissa-12, Ana Carolina - 11
Muito bom porque quando a gente fizer teatro tem que saber ler bem; Luan Pereira - 7
È o máximo! Por mim eu ficaria o resto da minha vida lendo coisas interessantes; Isabella - 8
È muito legal, pois depois da leitura a gente vê se entendeu ou não; Patrícia Mirian - 11
...E tem um monte de sugestões de livros pra levar para casa!; J. Paulo - 12
Melhorei muito e fiz muitas receitas com as revistas de culinária; Rômulo - 12
A Oficina é uma chance de conseguirmos ter responsabilidade com os livros; Isa Dhara - 8
A pessoa, cada vez mais gosta de ler; Fabiana - 11
Interessante e legal, pois desperta o interesse de todos; Liliane - 11
O que tem de mais legal na escola é a Oficina; Gisele - 8
Ajuda a desempenhar a leitura cada vez mais; Thais - 11
Eu melhorei muito, mas tenho mais a melhorar, prefiro ir mais vezes lá...; Migue l - 12
Eu gostei muito, mas foi muito pouco. Tinha que ser uma aula só de leitura; Eliel - 8
Queria que me chamasse mais vezes e que tivesse uma aula só de leitura; Jonatan - 8
Legal porque temos nossas descobertas. Eu adorei, pena que não posso emprestar livros no ano que vem; Rafaeli - 8
Gosto de tudo e queria que continuasse em todos as salas; Natã - 8
Este projeto ajuda a quem tem dificuldade com a leitura; André - 11
Muito bom, pois não ajuda só a gente, mas nossa família também,porque a gente leva para casa e eles também lêem;Patrícia Pires - 11
A leitura é tudo!; Thales - 11
Dá a oportunidade de conhecer vários tipos de histórias; Marcos - 11
Legal porque ao longo do tempo as pessoas aprendem a ler e interpretar melhor; Thiago H. - 11
Ótimo! Porque quem não gosta de ler aprende a gostar; Camila - 11
Ótimo pois ajuda aos que não se interessavam antes;Tainá - 11
A gente aprende bem melhor, queria que tivesse ano que vem; Taynara Ingrid -7, Mariane - 12
Muito bom para incentivar e treinar a leitura; Tainara Lima - 7
Bom, pois estimula na leitura e no português; Geovane , Thais - 12 J.Paulo - 11
A gente se diverte, eu gostei muito; Jéssica; Caio - 7
Importante para estimular a fazer resenhas; Rafaela - 11
Legal e deveria ficar assim todos os anos; Ana Carolina - 7
Ajuda a aprender e descobrir muitas curiosidades; Sarah - 11
Ajudou bastante!Wellen - 7
Gostei bastante porque ajuda os alunos a se desenvolverem na sala de aula; Renan-10, Nayara - 7
Aprendemos muita coisa interessante; Thales - 10
Bom e ajuda no aprendizado; Vilian - 7
Com certeza nos ajudou muito, nos inspira a ler mais; Bianca, Alisson - 10
Ajuda a ler mais e mais. Quem sabe mais ou menos aprende, nos ajuda a pensar, divertido e gostoso, pois raciocinamos as coisas de outra maneira desenvolve mais na leitura; Natalia, Elizandra, Luma, Karen ,Melissa, Ramon - 10

Agradeço a todos os alunos que entenderam a proposta, de ler, divertindo-se.
Desejo que vocês continuem lendo cada vez mais e que lembrem com carinho desta pequena Oficina.

Krika pediu-me que acrescentasse um comentário. Eu pergunto: e precisa?...

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